segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Atividade para o curso Descomplicando a informática - CED Seduc CE

A informática educacional no Brasil

  A informática educacional no Brasil

 "Longe de querer transformar o “hommo sapiens” em um “hommo informatus”, as novas tecnologias podem e devem ser utilizadas como mais uma ferramenta educacional.”.

Foi através dos interesses militares no início de 1960, que as áreas de microinformática e microeletrônica tiveram um grande desenvolvimento. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, as novas tecnologias constituíram um dos pilares onde se tem assentado o novo ciclo de acumulação de capital e de poder mundial, pois são componentes obrigatórios de tecnologias. Era necessário, portanto, capacitar pessoas para esse setor.

Anos 60 - No final dos anos 60, algumas universidades já formavam engenheiros nessa área. Dessa forma, iniciou-se a atuação do Brasil na informática, com a elaboração de um projeto de computador a ser fabricado no país. O esboço desse projeto foi produzido pela Diretoria de Comunicações da Marinha, DCM com o intuito de que o país pudesse substituir os equipamentos estrangeiros.

1971 - No ano de 1971 foi criado, em decorrência das necessidades estratégicas, o Grupo de Trabalho Especial (GTE) pela já referida Diretoria de Comunicações da Marinha, com intenção de financiar projetos nas universidades visando à construção do computador nacional, tendo sido, mobilizadas várias agências e órgãos do governo.

1972 - Como resposta ao pedido do GTE, em julho de 1972, o Laboratório de Sistemas Digitais do Departamento de Engenharia da Eletricidade da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) apresentou o computador “Patinho Feio”, desenvolvido com tecnologia nacional.

Satisfeito com os resultados obtidos, o GTE encomendou um novo protótipo ao Laboratório de Sistemas Digitais da USP (responsável pelo hardware) e ao Departamento de Informática da PUC dois exemplares: o G -10 (Projeto Guaranys).

No entanto, civis e militares integrantes do GTE pensavam de modo diferente sobre a questão da informática e microeletrônica para o Brasil: os primeiros viam o projeto como algo com destino exclusivamente militar, enquanto que os civis desejavam desenvolvimento tecnológico para o mercado de informática.

Portanto em 1972 civis e militares se separaram, fazendo surgir a Coordenação de Assessoria ao Processamento Eletrônico (CAPRE) ligada ao órgão que viria assessorar o uso dos recursos informáticos da União.

Porém, a partir de 1976, a CAPRE se transformou num órgão de política tecnológica, com predominância da ação civil. Logo em seguida, a CAPRE elaborou um diagnóstico da situação dos recursos humanos na área, que apontava para um grande déficit de profissionais da área técnica e esta situação poderia se agravar com a expansão do mercado de computadores.
Elaborou-se então o Programa Nacional de Treinamento em Computação. (PNTC) Foi um momento importante na história da Informática na educação brasileira.

Acusada de internacionalista nas questões de reserva de mercado, a CAPRE foi extinta, surgindo em 1979 a Secretaria Especial de Informática da Presidência da República, (SEI) que rapidamente disciplinou e ordenou as atividades do setor.

Os eventos de 1981 e 1982 o I e II Seminário Nacional de Informática na Educação – promovidos pela SEI (Secretaria Especial de Informática), MEC (Ministério da Educação) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) – esclareceram que a informática na educação brasileira deve ser planejada por valores dando ênfase às questões de formação de recursos humanos com a implementação de centros-piloto de experiências no setor, sempre de caráter multidisciplinar.

Em julho de 1983, o Comitê Executivo da Comissão de Educação/Informática e Educação criou o Projeto Brasileiro de Informática na Educação (EDUCOM), objetivando a realização de estudos e experiências para que fossem formados profissionais nesse setor, com o propósito do ensino e pesquisa, criando programas de informática por meio de equipes e conteúdos multidisciplinares.

Atendendo a essas diretrizes surgiram projetos como o Formar, visando à formação de recursos humanos e o projeto para implantação dos CIEDs Centros de Informática e Educação nos estados do país.

Durante os quase onze anos de existência (1984-1995), os centros-piloto do EDUCOM tiveram seus resultados satisfatórios, sendo promovidos pelo empenho pessoal de educadores, pesquisadores e alunos de diversos níveis junto à própria estrutura das universidades.

Com a desarticulação das políticas públicas das áreas de Educação, Ciência e Tecnologia no início dos anos 90, os centros-piloto do EDUCOM não se ampliaram; alguns foram desarticulados e os centros que sobreviveram tornaram-se ilhas de excelência para as pesquisas das próprias universidades envolvidas com a informática educativa.

Em 1995, começava a surgir um programa nacional de informática na educação o Proinfo, vinculado informalmente à Secretaria de Desenvolvimento, Inovação e Avaliação Educacional – SEDIAE do MEC, acabando com um paralelismo tecnocrático sempre presente na conduta das políticas públicas para o setor da informática educativa.

*Oficializado pela Portaria n. 522, de 9 de abril de 1997, o Proinfo é um programa que visa à introdução das novas tecnologias de informação e comunicação nas escolas públicas, como ferramenta de apoio ao processo de ensino e aprendizagem. As diretrizes desse programa são norteadas pelo Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação à Distância e pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação.

O programa abrange todos os Estados da Federação, onde figura a Comissão Estadual de Informática na Educação, e seu papel principal é o de introduzir as novas tecnologias de informação e comunicação nas escolas de Ensino Médio e Fundamental.

O programa prevê a preparação de profissionais em dois níveis de atuação: professores multiplicadores e professores das escolas. As capacitações ocorrem no âmbito estadual, nos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs), órgão descentralizado de apoio ao processo de informatização das escolas. Os NTEs auxiliam tanto no processo de planejamento e incorporação das novas tecnologias, quanto no suporte técnico e capacitação dos professores e das equipes administrativas escolares.

Já ao Conselho de Secretários Estaduais de Educação – CONSED – compete a formulação das diretrizes do programa e ao Estado participante, a sua operacionalização, uma vez que tal participação está condicionada à apresentação de um Programa Estadual de Informática na Educação, em que esteja previsto o projeto pedagógico de aplicação da tecnologia, a preparação física das instalações e a capacitação de professores.

Os professores são selecionados para a capacitação de acordo com critérios dos programas estaduais; são professores da rede pública, uma vez que estes são peças importantes para o sucesso do programa.

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